OFICINAS
Dia 30/03/2012, sexta-feira, das 14h às 18h – Local: URI Campus Santo Ângelo/Prédio I (Redondo)
A soberania alimentar e nutricional – combatendo a fome e a miséria e gerando renda e cidadania
Promoção: ASAS - Palmeiras da Missões, CONSAD Missões e PPOMP - Santo Ângelo
A estratégia das energias renováveis: as micro-usinas de álcool e biodiesel
Promoção: Fórum de Energias Renováveis Missões e Fronteira Noroeste
Por um projeto de segurança pública democrática, cidadã e promotora dos direitos humanos
Promoção: UGEIRM/Sindicato/RS
A atualidade da reforma agrária e o papel estratégico da agricultura familiar camponesa
Promoção: MDA e MST
O teatro na formação crítica do cidadão
Promoção: Grupo de Teatro Ossete
Dança e grafitagem
Promoção: Grupo Hip-Hop Atitude – Instituto Estadual de Educação Odão Felipe Pippi – Santo Ângelo
A democratização dos meios de comunicação
A agroecologia e os impactos na saúde
Promoção: Núcleo Missões da Rede Ecovida e Curso de Enfermagem da URI Santo Ângelo
Inclusão Digital e Software Livre
FEIRA DE IDÉIAS E PROJETOS
Dia 20/03/2012, das 17 às 19h
Local: URI Campus Santo Ângelo/Prédio 01
Espaço para lançamentos de livros, cartilhas, vídeos e projetos inovadoras
NOITE CULTURAL
Dia
Teatro, música, dança e Hip-Hop
Aberto ao público
ENCONTRO DA MARCHA MUNDIAL DAS MULHERES (MMM) - Brasil/Argentina/Uruguai/Paraguai
Dia 31/03/2012, sábado, das 13h às 17h
Praça Leônidas Ribas (Praça do Brique - Santo Ângelo)
Temas: As mulheres e a Economia Solidária; Lei Maria da Penha; Saúde da Mulher; Soberania Alimentar; Previdência Social e Mulheres na América Latina
INSCRIÇÕES E CONTATOS
Inscrições no local do evento a partir das 7h do dia 14 de março. Custo: Sem certificado R$ 5,00 e com certificado R$ 10,00
Gilberto (55) 84060944
Volmir (55) 96135790
Volmir (55) 96135790
Gilson (55) 99222266
Cecilia (55) 99799121
AREDE (55) 3511375
PPOMP (55) 33124687
Site: www.outromundoepossivel.zip.net
e-mail: outromundoepossivel@bol.com.br
Equipes de Trabalho II Fórum Social Missões
Mobilização
Gilberto Corazza (Região Missões)
(55) 99720548
e-mail: corazza@via-rs.net
Adelmo Fonseca (Região Missões)
(55) 99770521
e-mail: adelmocfonseca@yahoo.com.br
Credenciamento e Certificados:
Gilson Martinez
(55) 99222266
e-mail: gmartinez@via-rs.net
Amabilia Arenhardt
(55) 33124567
e-mail: amabiliaa@terra.com.br
Conferências:
Gilberto Corazza
(55) 99720548
e-mail: corazza@via-rs.net
Oficinas:
Cultura:
Cecilia Bernardi
(55) 99799121
e-mail: genero-cecilia@ibest.com.br
Rosangela Angelin
(55) 96248985
e-mail: rosangelaangelin@yahoo.com.br
Darlan Marchi
(55) 99744512 ou (55) 3313 6321 (Secretaria de Cultura de Santo Ângelo)
e-mail: darlanmarchi@hotmail.com
Feira de idéias e projetos
Volmir Amaral
(55) 96135790
e-mail: volmir.amaral@bol.com.br
Delmar Rempel
(55) 99791563
e-mail: comunicacao@cooperluz.com.br
Marcha Mundial das Mulheres:
Cecilia Bernardi
(55) 99799121
e-mail: genero-cecilia@ibest.com.br
Rosangela Angelin
(55) 96248985
e-mail: rosangelaangelin@yahoo.com.br
Hospedagem e Infra-estrutura:
Adelmo Fonseca
(55) 99770521
e-mail: adelmocfonseca@yahoo.com.br
Finanças
Volmir Amaral
(55) 96135790
e-mail: volmir.amaral@bol.com.br
Clédio Pereira
(55) 84063542
e-mail: clediopereira@ibest.com.br
Encontro da Marcha Mundial de Mulheres no Fórum Social Missões
Data e Local: 30 de março de 2012 em Santo Ângelo – Praça do Brique
Programação do ato:
Lema: “Mulheres e Meio Ambiente: as transformações necessárias”
Coordenação Geral: Rose (9624 8985) Cecília (9979 9121) e Fátima (8131 9578)
Protocolo do Evento: Rose e Neusinha
- Período da manhã: participação das mulheres nas conferências do FSM
- Período da tarde: ato da MMM
13h e 30 min - Integração e apresentação das delegações através da biodança (Roxana – Posadas, Argentina)
14h – Teatro do Darlan sobre o meio ambiente
14h e 20 min – Falas
- Representante da Marcha Mundial de Mulheres
- Representante do Movimento das Mulheres Campesinas (MMC)
- Representante do CPERS
- Representantes das delegações da Argentina e Paraguai.
* Entre as falas => músicas
15h – Troca de experiências – Grupos:
- Vida e luta das Mulheres no Brasil, Argentina e Paraguai
Coordenação: Beatriz
Debatedoras: Teresinha Krolikowski, Fátima Maria Fernandez (Paraguai) e Rossana Franco (Argentina)
- Mulheres e Previdência urbana e rural
Coordenação: Soeli (Sindicatos Comerciários Sta Rosa)
Debatedores: Isaura (MMC) e Alcindo (Bigode – Federação dos Metalúrgicos)
- Mulheres e Saúde + Fitoterápicos
Coordenação: Jane (AREDE)
Debatedoras: Luciana (MMC) e Vanderli (Prefeitura de Três de Maio)
- Mulheres e Economia Popular e Solidária
Coordenação: Rosane (CPERS Sto Ângelo)
Debatedoras: Merici (AREDE) e Verônica
- Lei Maria da Penha
Coordenação: Adelaine
Debatedoras: Delegada Elaine (São Luiz Gonzaga)
- Sementes e soberania alimentar
Coordenação: Maria Marucha
Debatedoras: Cida (Porto Lucena) e Maria (Porto Xavier)
Providências:
- Glaci (CPERS Sta Rosa): providenciar os pirulitos com o nome das oficinas da Marcha
- Jane: ligar para a Vanderli e Merici confirmando a presença
- Equipe de ornamentação do palco: MMC (Fátima) e CPERS Santo Ângelo (Rosane)
16h – Música e dança de gênero (São Luiz Gonzaga)
16h 30 min – Mística da Colcha de Fuchicos e retalhos
- Responsável pela Colcha: Gurias do CPERS de Santo Ângelo
17h – encerramento do ato com música
MOBILIZAÇÂO:
- Divulgação nos MCS:
Jornais: Bia envia relise para os jornais da região (maior número possível) + FSM
Rádio: Teresinha e Soeli (Santa Rosa) – programas dos Sindicatos (Jane reforçar com os sindicatos)
Outros: distribuição de panfletos pela parte da manhã do dia do evento (Soeli responsável – Rose elaborar) e enviar ofício para os Sindicatos (Jane elaborar).
- Roteiro de Transporte:
ROTEIRO 1: XVI de Novembro (Pirapó vem até XVI); São Luiz Gonzaga; Caibaté; Mato Queimado; Vitória das Missões e Entre Ijuis.
Responsável: Marisa (99092728)
ROTEIRO 2: Porto Xavier; São Paulo das Missões; São Pedro do Butiá; Salvador das Missões; Cerro Largo; Guarani das Missões e Sete de Setembro
Responsável: Andressa (81170011)
ROTEIRO 3: Porto Lucena e Porto Vera Cruz
Responsável: Iranir Olsson (3565 1432)
ROTEIRO 4: Santo Cristo (VER)
Responsável: Genoveva
ROTEIRO 5: Dr. Marurício Cardoso; Horizontina; Tucunduva e Tuparendi
Responsável: Olga do MMC, Alcindo (Bigode), Rose e Cecília
ROTEIRO 6: Três de Maio
Responsável: Márcia (3535 3239)
ROTEIRO 7: Santa Rosa
Responsáveis: Teresinha, Jane e Soeli
DESENVOLVIMENTO INSUSTENTÁVEL
ELTON GILBERTO BACKES
ONG – Políticas Públicas Outro Mundo é Possível
eltonbackes@yahoo.com.br
Palavras-chave: Meio ambiente, desenvolvimento, globalização
Considerações iniciais
O meio ambiente constitui uma das mais importantes preocupações dos diferentes segmentos, grupos e classes sociais que compõem a sociedade contemporânea. Esta decorre dos riscos ambientais com os quais o homem passou a conviver e do impacto da constatação alarmante do iminente comprometimento de todas as formas de vida na Terra.
A partir da Agenda 21 (1992), tanto em nível nacional como internacional, construiu-se uma avançada legislação de proteção ambiental, bem como vários acordos entre países foram propostos no sentido de sanar danos já cometidos e evitar estragos futuros, possivelmente inevitáveis.
O que torna essas ações pouco eficazes é o fato de que, diante do processo de globalização da economia, as nações perderam sua soberania, tornando-se reféns das regras impostas pelas grandes organizações transnacionais que têm o controle do sistema de mercado, como a Organização Mundial do Comércio (OMC). Em contraposição, o desenvolvimento sustentável requer novos pressupostos teóricos, novos fundamentos diante da crise do paradigma da modernidade.
O fundamento racional do atual modelo de desenvolvimento, baseado na dualidade homem-sujeito / natureza-objeto, levou o homem a julgar-se acima da natureza, com o direito de dominá-la e explorá-la como se fosse inesgotável fonte de recursos. O novo paradigma ecológico aponta para uma visão de mundo holística, que visa resgatar o homem como parte integrante da natureza, numa relação de interdependência com todos os fenômenos que constituem o enorme organismo vivo: a Terra. Essa nova concepção ética orienta o ser humano em seu reencontro com a totalidade, construindo relações fundamentadas na cooperação e na solidariedade. Nesse sentido, a sustentabilidade dos processos de desenvolvimento torna-se uma questão acima de tudo ética e uma questão central da política.
O desenvolvimento vigente e a sua insustentabilidade
A sociedade global de início do terceiro milênio enfrenta uma crise específica ao esgotamento de um estilo de desenvolvimento ecologicamente depredador, socialmente perverso e politicamente injusto, tanto nacional como internacionalmente. A superação da crise passa pelo questionamento desse modelo de desenvolvimento determinado pelo processo de globalização da economia.
Segundo VIOLA e LEIS (1995), a crise atual é conseqüência das duas principais transformações na ordem mundial ocorridas no final do segundo milênio: o triunfo do mercado sobre o Estado e o aumento dos problemas socioambientais globais.
Em conformidade com essa visão, BOFF (1995) também nos remete ao modelo de desenvolvimento capitalista vigente, transgressor de qualquer preocupação com a natureza, como responsável pela crise ambiental.
O domínio do homem sobre a natureza aumentou com o processo de industrialização. O mito do progresso e do crescimento econômico propagado pelos ideólogos neoliberais levou a humanidade a conviver com padrões insustentáveis de produção e consumo e a condições desiguais no acesso aos recursos naturais que viabilizam a atividade econômica. ABDALLA (2002) nos dá a dimensão catastrófica da ameaça posta por esse desenvolvimento predatório e irracional, como conseqüência do "efeito estufa": proporções alarmantes do aquecimento da Terra, derretimento de geleiras, aumento dos níveis dos mares, destruição de cidades litorâneas, enchentes e secas catastróficas, irrespirabilidade do ar, aumento de doenças e infecções.
O mesmo autor aborda, entre outras, as ameaças da escassez dos recursos energéticos não renováveis, principalmente a perspectiva de esgotamento do petróleo e a escassez e poluição das águas potáveis, consideradas junto com o efeito estufa, como os mais graves.
Em diversas conferências mundiais tratando do meio ambiente, nações propuseram importantes acordos para buscar um desenvolvimento sustentável, como o protocolo de Kyoto (Japão, 1997). Previam um percentual diferenciado de redução da emissão de gases-estufa, emitidos principalmente pela queima de combustíveis fósseis, até o ano de 2010, de acordo com o tempo em que cada nação já os estava emitindo; quem estivesse poluindo há mais tempo deveria reduzir em maior percentual a emissão de gases-estufa na atmosfera. Porém Estados Unidos e as nações mais ricas boicotaram o protocolo de Kyoto. Esta atitude e a constatação de que nada ou quase nada do que as nações assumem nas conferências mundiais é posto em prática levam a concluir que a racionalidade capitalista, a lógica do mercado, jamais admitiria frear o avanço industrial e minimizar a otimização dos lucros em vista de uma vida de qualidade para todos.
Há, na verdade, uma outra determinação que ultrapassa as fronteiras e soberanias nacionais e impõe a sua vontade: as empresas transnacionais, que são os agentes dinâmicos da globalização. Estes, segundo TANTZ (2002), têm uma influência muito grande na poderosa Organização Mundial do Comércio (OMC), centro de tomada de poder de fato, e que inviabiliza as decisões das convenções mundiais sobre o meio ambiente.
O que importa hoje, segundo BOFF (1998), é ultrapassar o paradigma da modernidade, expressa na vontade de poder sobre a natureza e os outros; buscar um novo paradigma de desenvolvimento que atenda às demandas sociais globais, incluindo o bem comum da natureza. E Boff afirma: "[...] impõe-se uma democracia social ecológica, planetária e cósmica" (1998, p. 34). Só assim é possível construir novos critérios ético-políticos que orientarão o caminho de um consenso mundial em torno da
gestão dos bens ambientais, bens públicos de primeira grandeza. Em outros termos, para resgatar a sustentabilidade, é preciso buscar construir o que BOFF (1998), LOUREIRO (2003), entre outros, chamam de cidadania planetária.
Considerações finais
A solução da crise ambiental não se limita ao desenvolvimento de novas tecnologias menos poluentes, nem a mudanças meramente comportamentais. É necessário, antes de tudo, reorganizar a base civilizacional, o paradigma e o modelo de desenvolvimento instituídos no período posterior à Revolução Industrial e no marco da modernidade capitalista.
Está posto o desafio urgente: a sociedade deve agir na mudança radical de seus processos produtivos e de seus padrões de consumo. É preciso mudar os rumos do atual modelo de desenvolvimento e buscar, com uma visão de mundo holística, um novo modelo civilizatório, sustentado nas relações de cooperação e de solidariedade, capaz de alcançar a utopia da sustentabilidade.
A grande esperança está depositada numa nova educação ambiental alicerçada na ética do cuidado, como quer BOFF (1999), que leve à construção de uma cidadania planetária. É possível e é necessário ampliar essa consciência ambiental para fortalecer o processo de organização da sociedade civil, através dos seus diferentes movimentos sociais, para que, ao mesmo tempo em que vá desenvolvendo uma prática alternativa, alcance a força necessária para exigir que os governos assumam estratégias para garantir políticas públicas que viabilizem o desenvolvimento sustentável.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ABDALLA, Maurício. O princípio da cooperação: em busca de uma nova racionalidade. São Paulo: Paulus, 2002.
BOFF, Leonardo. Ecologia: grito da terra, grito dos pobres. São Paulo: Ática, 1995.
__ Nova era: a civilização planetária. São Paulo: Ática, 1998.
__ Saber cuidar: ética do humano – compaixão pela terra. 2. ed. Petrópolis (RJ): Vozes, 1999.
LEIS, Hector R.. Ambientalismo: um projeto realista – utópico para a política mundial. In: VIOLA, E. J.. Meio Ambiente, Desenvolvimento e Cidadania: desafio para as ciências sociais. e outros. São Paulo: Cortez, 1995.
LOUREIRO, Carlos Frederico B. O movimento ambientalista e o pensamento crítico: uma abordagem política. Rio de Janeiro: Quartet, 2003.
TANTZ, Carlos. A Rio + 10 corre perigo. Ecologia e Desenvolvimento. Rio de Janeiro, nº 102, ano 12, p. 38-41, agos. 2002.
27/01/2007
MANIFESTO DO I FORUM SOCIAL MISSÕES – RS
Nós, cidadãos, organizações da sociedade civil e instituições governamentais, participantes do I Fórum Social Missões – RS saudamos a boa notícia do Fórum Social Missões e desejamos ao mesmo vida longa, que seja uma boa semente em solo fértil, e que produza muitos frutos. Após os diagnósticos e amplos debates realizados em relação aos grandes dilemas e problemas estruturais e conjunturais que condicionam e limitam as possibilidades de um processo amplo e profundo de mudanças e transformações em vista de uma nova sociedade e uma vida digna para o conjunto dos seres humanos, tornamos público as seguintes considerações-convicções e proposições-compromissos:
Das Considerações e Convicções
1 – A região das Missões/RS pela sua história e realizações concretas de experiências de solidariedade, de igualdade e fraternidade, em especial no contexto dos Sete Povos Missioneiros, através da concretização da utopia jesuítico-guarani, com predominância dos valores e das práticas de cooperação e trabalhos comunitários, negando o princípio e a prática da propriedade privada, que proporcionou desenvolvimento efetivo e vida digna para o conjunto da população das reduções. No momento em que se comemora os 300 anos da redução de Santo Ângelo Custódio e no contexto dos 250 anos da morte do líder Sepé Tiarajú, declaramos que a experiência missioneira é uma grande fonte de inspiração e referência emblemáticos a todos os lutadores sociais que buscam um novo mundo e uma nova sociedade. Por isso, o grande desafio de todas as autoridades, lideranças e do povo missioneiro é superar a situação de grave miséria e empobrecimento em nível urbano e rural em o contexto regional;
2 - O século XXI, possivelmente vive uma das maiores contradições da história da humanidade, pois nunca houve tantas possibilidades e condições objetivas de garantir vida digna para todos os habitantes do planeta, porém nunca houve tanta exclusão, fome e miséria atingindo mais de 2/3 da humanidade. O fato concreto é que a história sempre é construída e reconstruída em várias direções e sentidos, para melhor ou para pior, sempre depende das ações humanas conscientes, organizadas e, das luta e mobilizações do povo, que precisa ser protagonista e tomar em suas mãos a construção de uma nova história e de uma nova sociedade. Não devemos e não podemos nos conformar e sermos indiferentes diante das tragédias e das injustiças presentes no mundo, que mata milhões pela guerra silenciosa da fome e da miséria. Precisamos negar e superar o senso comum e alienado, que se traduz em expressões como: “sempre foi assim e não adianta lutar”,” sempre houve ricos e pobres e vai continuar assim”, “é normal que existam desempregados e trabalhos precários como o sub-emprego e a indústria dos estágios apadrinhados politicamente”,” é natural que as mulheres assumam os trabalhos domésticos e o cuidado das crianças”, etc. Não, nós afirmamos que tudo isso é anormal e totalmente imoral e injusto! Tudo isto pode e deve mudar!
3 – O grande desafio do presente é impregnar os seres humanos da ética do cuidado para salvar nosso planeta e a vida da humanidade. Da mesma forma, a nova sociedade almejada deverá garantir no presente, relações de gênero marcadas pela solidariedade e igualdade fundamental entre homens e mulheres. O ponto de partida de um novo mundo e de uma nova sociedade que garantam vida digna e feliz para todos é o imperativo ético-político-evangélico e o compromisso efetivo, que torne inaceitável e inadmissível a existência da miséria, da fome e de qualquer forma de opressão, de discriminação e de exclusão de qualquer pessoa, em qualquer parte do mundo. Todas as pessoas possuem um valor e uma dignidade fundamental, conforme prescreve a Declaração Universal dos Direitos Humanos, que precisa sair das declarações e das boas intenções, e seja vivenciado por todos. Os direitos humanos consignados nos códigos e nas declarações e os novos direitos emergentes das lutas do povo, como o direito a Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional, precisam ser praticados e respeitados por todos.
Escrito por outromundoepossivel às 10h59
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Das Proposições e Compromissos
1 – O Fórum Social Missões compromete-se em assumir e divulgar em todo território missioneiro as grandes campanhas e lutas deliberadas pelo Comitê Brasileiro e Internacional do Fórum Social Mundial, mantendo através do Comitê Regional Missões e das Comissões Setoriais, um vínculo regular e permanente com as grandes reflexões teórico-metodológicas na busca de alternativas globais e regionais/locais para os graves problemas que ameaçam a vida humana;
2 – O Fórum Social Missões conclama as entidades governamentais e a sociedade civil a assumirem o compromisso com um modelo de desenvolvimento sócio-econômico sustentável, que combine a preservação ambiental, a eqüidade social e a melhoria da renda dos atores envolvidos nos processos produtivos. A superação da grave situação de miséria e empobrecimento da região precisa combinar a implementação de um amplo programa de Reforma Agrária, de fortalecimento da Agricultura Familiar agro-ecológica, com possibilidades dos próprios agricultores produzirem suas sementes e, um efetivo projeto de Economia Popular e Solidária, na perspectiva de um modelo de economia pós-neoliberal. A superação da miséria e pobreza das missões deverá partir da vontade e determinação de seu povo a partir de seus enormes potenciais e possibilidades locais e regionais, conjugadas com políticas públicas gerais e consistentes e disposição de lutas;
3- Entre os grandes desafios e lutas gerais que merecerão o empenho e dedicação mais intensa das organizações e movimentos sociais coloca-se: a) Campanha pelo trabalho decente, com respeito aos direitos sociais, combatendo as várias formas de precarização do trabalho; b) Defesa e fortalecimento dos mecanismos de democracia direta e participativa, ou seja, o povo deve ser sujeito e protagonista de suas lutas em defesa de seus direitos, sem dever favores nem submissão a ninguém. A democracia não pode ser letra morta nas disposições constitucionais e legais. O povo através de suas organizações sociais e políticas deve decidir e construir um novo poder popular; c) Amplo programa e projetos de sustentabilidade ambiental, que combine o gerenciamento e armazenamento das águas das águas das chuvas, a reposição das matas ciliares e preservação das fontes naturais. A plataforma da Agenda 21 deverá perpassar todas as ações e atividades regionais. Ao mesmo tempo, denunciar a espoliação dos recursos naturais renováveis e não renováveis a serviço das grandes corporações restringindo o acesso destes para a maioria da população. d) Ampliação e fortalecimento da educação pública e de qualidade em todos os níveis, especialmente, a ampliação do ensino universitário, neste momento, garantido na região, no mínimo, uma unidade da futura Universidade do Mercosul e um amplo programa formal e informal de educação do campo; e) O movimento sindical e popular precisa assumir um novo padrão de luta e mobilização, que supere as meras lutas corporativas e imediatas, pois grandes parcelas dos trabalhadores estão no mercado informal ou desempregados. As lutas gerais do povo devem ser bandeiras das organizações sindicais e populares; f) Apoio às medidas do governo Lula e dos Governos latino-americanos, que avancem na superação do neoliberalismo, no combate a pobreza e a miséria e na afirmação da soberania nacional e a efetiva integração latino-americana; g) Denunciar o processo de militarização das relações internacionais e da imposição de uma política bélica e financeira no contexto das relações políticas e econômicas internacionais; h) Intensificar a luta por mecanismos de controle social e popular e um amplo processo de democratização do poder judiciário e dos meios de comunicação social.
“VIVA O FORUM SOCIAL MISSÕES! VIVA SEPÉ TIARAJU E A LUTA UTÓPICA DE UMA TERRA SEM MALES!”
Santo Ângelo, Auditório do Colégio Estadual Missões, em 25 de janeiro de 2007